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Tração dianteira, traseira ou integral: qual a melhor para si?

Tração à frente, atrás ou às quatro? Para perceber qual a configuração que lhe assenta melhor deve, primeiro, ponderar os prós e contras de cada solução.


Quatro melhor que dois?

A tração integral democratizou-se nos últimos anos. O conceito que era quase exclusivo dos veículos de todo-o-terreno, hoje chega a todos os segmentos de mercado, dos modernaços jipes de cidade aos mais potentes desportivos. E traz vantagens: não surpreende afirmar-se que, em condições precárias de aderência, a tração integral é bastante mais eficiente do que qualquer sistema de duas rodas motrizes. E o mesmo acontece em ambiente vincadamente “racing”, quando se trata de aplicar descargas massivas de binário de forma segura no asfalto.

Por outro lado, as versões de apenas duas rodas motrizes podem ser mais acessíveis, rentáveis e até mais adequadas à utilização comum. Ou seja, “puxar às quatro” tem inconvenientes de cariz financeiro (mais consumos, emissões, impostos…), sem que gere vantagens muito óbvias para quem não conduz regularmente por estradas alagadas e trilhos enlameados ou para quem não tem um desportivo com 500 cv para levar aos “track days”.

Ainda assin, ressalva para os mais modernos sistemas de tração integral que encurtam as diferenças nos consumos, mantendo a eficácia associada à gestão inteligente do binário pelos dois eixos de acordo com as reais necessidades de tração. No entanto, num país como o nosso, com clima ameno e vias públicas em muito razoável estado de conservação, os euros extra a pagar por sistemas de quatro rodas motrizes são grande parte das vezes economizáveis…

À frente está a virtude

Com a tração dianteira, são as rodas direcionais que acumulam a função de transferir a força do motor para a estrada. É o sistema de tração mais comum. E tem a clara vantagem de ser a solução mais económica e mais compacta, para além de beneficiar o comportamento dinâmico do automóvel, que se torna mais fácil de manobrar.

Como o eixo dianteiro é “carregado” com o motor, os automóveis de tração à frente oferecem teoricamente níveis de motricidade superiores aos de um carro que puxa atrás. Em condições de aderência precária são muito mais eficazes nas subidas de traçados mais sinuosos. Já em piso seco a tendência para subviragem (sair de frente em curva) é um fator contra importante. Mas, mesmo sobre asfalto escorregadio, este tipo de automóvel revela-se muito mais previsível e recomendável, logo com mais vantagens ao nível da segurança e da tração.

Tudo atrás!

Um sistema de tração deste tipo ocupa espaço. Desde o motor à frente até ao eixo na traseira, rouba centímetros preciosos às cotas habitáveis e ao compartimento para bagagem. E também é uma solução mais dispendiosa para o fabricante, o que explica que seja aposta de marcas premium.

Mas, os fãs da tração traseira, normalmente, não querem outra coisa. E percebe-se: provocando-se, a traseira tem tendência para fugir, o que pode ser bem divertido para condutores muito experimentados, mas perigoso para quem não domina princípios básicos de uma condução desportiva.

Nos carros com motor à frente, por exemplo, há uma repartição mais equilibrada do peso do automóvel, mas ainda a incidir mais na dianteira, deixando o eixo traseiro demasiado leve para assegurar correta tração em pisos com escassa aderência. Nos carros mais potentes é o acelerador que tem de ser tratado de forma mais dócil para que a traseira não ganhe vida de forma inesperada. A tendência natural de um automóvel com esta configuração ao atingir o limite de aderência é a sobreviragem, reação que pede reflexos rápidos e dotes de pilotagem; é acelerar, virar o volante para fora da curva e… fazer figas!

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