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Motor Wankel: o que é e como funciona

Batizado com o nome do seu criador, Feliz Wankel, o motor Wankel é uma alternativa às mecânicas convencionais de cilindros e pistões. Saiba como funciona.


No Hall of Fame do automóvel, ao lado de personalidades como Nicolaus Otto, Carl Benz ou Rudolf Diesel, figura o nome de Felix Wankel, que nunca teve carta de condução nem formação em engenharia, mas inventou um tipo de motor de combustão alternativo que ainda se usa hoje em dia.

Nos anos 50, a Europa estremecia ao som dos rumores acerca do surgimento de um novo tipo de motor de combustão, muito mais simples, mais leve e compacto do que as mecânicas tradicionais, com menos peças móveis e de desgaste e, por isso, mais durável. Emergia assim o conceito do motor rotativo de Wankel.

O primeiro motor Wankel

Os primeiros testes datam de 1958, mas só em 1963 pela mão da empresa alemã NSU, sob a supervisão atenta de Felix Wankel, é produzido o NSU Spider. Foi a primeira aplicação comercial do conceito de motor rotativo de Wankel, com um pequeníssimo rotor de 500 cc. Este modelo, muito compacto e desportivo, existiu em versões de 50 e 54 cv, sendo que nesta última o motor já atingia as 6000 rpm, um regime impressionante para a época. A velocidade máxima anunciada para este “foguetinho” de bolso: 152 km/h.

NSU Spider

Em 1968, a NSU apresenta o famoso Ro 80, com duplo rotor com 110 cv e um pulo nas prestações. A velocidade máxima do Ro 80 era já 180 km/h! Mas, um ano antes, a Mazda comprara os direitos de utilização da tecnologia e não demorou a lançar o Cosmo Sport 110, que utilizava dois rotores de 491 cc, que juntos debitavam uma potência máxima de 110 cv. Mais tarde, a Chevrolet, a Citroën e até a Mercedes desenvolveram carros com motores Wankel. E desde que esta mecânica surgiu no banco de órgãos da Mazda, já esteve na base de mais de duas dezenas de modelos do fabricante nipónico. Boa notícia: a marca nipónica continua a desenvolver a tecnologia…

Como funciona um motor Wankel

O princípio do motor rotativo Wankel tem tanto de simples como de genial. Neste tipo de mecânica, o bloco é composto por uma ou mais câmaras esféricas de forma ligeiramente oval, em que no seu interior gira o rotor de forma triangular, no lugar dos habituais pistões. O sistema gira através de engrenagens e de um veio excêntrico principal, variando o volume interno a partir do movimento orbital criado, ao contrário do mais conhecido movimento de “sobe-e-desce” dos pistões.

Motor Wankel Mazda

Funciona segundo o mesmíssimo ciclo de quatro tempos dos propulsores convencionais, com as mesmas quatro fases (admissão, compressão, explosão e escape), mas com diversas alterações. A existência de três câmaras permite outros tantos estados numa única rotação do veio. Ou seja, enquanto na primeira câmara decorre a admissão, as seguintes encontram-se em estado de compressão e explosão.

Vantagens dos motores rotativos Wankel

A vantagem face a um motor tradicional reside precisamente na existência das referidas três fases de trabalho independentes por uma única rotação do veio principal e por cada lado do rotor. O formato mais compacto e a capacidade em atingir potências elevadas são outros atributos deste conceito. As vibrações são menores, atingem-se rotações superiores e, comparativamente a um motor convencional, consegue-se mais potência com cilindrada bem mais reduzida.

Desvantagens dos motores Wankel

Nos motores Wankel, menos capacidade efetiva não permite a obtenção de valores igualmente elevados de binário a baixa rotação. Depois, sendo as paredes do rotor utilizadas como divisória entre as câmaras, torna-se também mais difícil obter zonas estanques, aumentando o consumo de óleo, característica que também está diretamente relacionada com o maior número de rotações com que este motor habitualmente trabalha. Mas, o verdadeiro calcanhar de Aquiles prende-se com os níveis de consumos e, sobretudo, os valores de emissões poluentes ainda altos em relação aos concorrentes. E, por isso, o anunciado regresso das mecânicas de tipo Wankel, pela mão da Mazda, acontecerá, ao que tudo indica, num híbrido. Será desta que o motor rotativo pega?

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