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CLS55 AMG: o Mercedes inspirado no McLaren SLR

A Mercedes-Benz revelou o novo CLS no Salão Automóvel de Los Angeles há poucos dias. Uma boa razão para abrir o livro de memórias e lembrar como tudo começou.


Poderia ter nascido para responder a uma qualquer necessidade. Mas a verdade é que o Mercedes CLS55 AMG, um sedan de elevado desempenho, foi só um dos carros mais radicais do seu tempo. E era tudo o que a Mercedes não precisava. Afinal, já tinha o Classe E, um objeto de luxo, que tão depressa oferecia uma condução tranquila como abraçava ferozmente as autoestradas - isto ainda antes de incluir a sobrealimentação AMG com a versão E55.

Aliás, depois de dotado com os pozinhos da AMG, o E55 estava à altura de competir com "máquinas" como o BMW M5 e o Audi RS6. Só não conseguia igualar o poderio do Maserati Quattroporte. Pelo menos, aos olhos da Mercedes, o automóvel não tinha o ingrediente extra que um Mercedes possante deveria ter. E o Maserati era requintado, elegante e parecia gritar desempenho por todos os ângulos. Como é que um Classe E poderia competir com um Ferrari de quatro portas? Eis que nasceu o CLS.

Embora tenha sido projetado como um "coupé de quatro portas", na verdade era apenas um sedan com um telhado mais inclinado, a sugerir o corte coupé. Ou seja, o CLS era uma espécie de compromisso, piscando o olho a várias frentes, ainda que perdesse pontos em habitabilidade. Mas, o que sacrificou na cabeça traseira e no espaço para as pernas, foi amplamente compensado pelo que ganhou em aparência e desempenho.

Projetado por Michael Fink (o mesmo que desenhou os Maybachs 57 e 62), o CLS tornou-se instantaneamente num clássico de design, gerando involuntariamente o primeiro de uma longa linha de sedans alemães que eram tão bons de ver como de conduzir.

Mas, apesar de muitos olharem para o CLS como apenas um Classe E em estilo coupé - os interiores eram praticamente iguais - não era a mesma máquina que lhes dava vida. A direção do CLS era 10% mais rápida, as suspensões mais rijas e todo o chassis foi revisto, apresentando uma rigidez superior ao Classe E nuns impressionantes 40%. No caso do topo de gama, o CLS55 AMG, a adoção do mesmo sistema de travagem do McLaren SLR catapultou-o para outro nível, sobretudo orientado para a condução. Além disso, apresentava rodas maiores que o Classe E (245/35, à frente; 285/30, atrás) o que significava uma maior estabilidade em curva.

É verdade que o Classe E 55 AMG - assim como uma seleção de outros Mercedes - tinha os mesmos 476 cv e binário de 700 Nm, obtidos através de um sobrealimentado V8. Mas foi no CLS que esta motorização foi mais sabiamente aproveitada, como comprovam as prestações: mesmo com asfalto molhado, o CLS conseguiu bater o tempo do Classe E em 2,6 segundos na pista de testes do Top Gear.

Mas, com o passar dos anos, o carisma do CLS55 AMG original transformou-se. De geração em geração, passando por vários facelifts, o CLS foi crescendo e engordando, perdendo aquelas incoerências ao género de Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Mas, afinal, apenas o primeiro de todos teve a felicidade de se inspirar no McLaren SLR...

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