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Carros a hidrogénio: o que são e como funcionam

Saiba que tipos de carros a hidrogénio existem, como funcionam e as principais tendências. Informe-se com a KBB.


Há 2 tipos de carros a hidrogénio: os que usam hidrogénio gasoso para suplementar combustíveis fósseis e os que usam hidrogénio líquido para gerar eletricidade.

O hidrogénio pode ser utilizado como fonte complementar (na forma gasosa) ou primária de energia (hidrogénio líquido) para locomoção de veículos. No primeiro caso, há kits à venda no mercado, de fácil instalação, que decompõem água por eletrólise para produzir uma mistura de oxigénio e hidrogénio usada em motores diesel por injeção direta, originando até 30% de poupança em gasóleo. Mas, quando se fala em carros a hidrogénio, referimo-nos em geral aos veículos a pilha de combustível.

O que são veículos a pilha de combustível

A primeira pilha de combustível foi apresentada em 1843 por sir William Grove, há quase dois séculos. No entanto, as dificuldades resultantes da aplicação prática dessa tecnologia (abastecimento e conservação do hidrogénio líquido nos carros em tanques sujeitos a pressões elevadíssimas e uma rede de abastecimento viável) levaram a que esta fosse posta de parte até aos anos 60 do século passado, quando foi recuperada pela NASA, para o programa espacial norte-americano. Hoje em dia, porém, praticamente todos os grandes fabricantes de automóveis têm veículos a pilha de combustível, sejam ainda protótipos ou já em comercialização.

Como funcionam os veículos a pilha de combustível

Como funcionam esses veículos? A pilha de combustível é um dispositivo eletroquímico que realiza o processo inverso da eletrólise, introduzindo o hidrogénio armazenado em estado líquido no veículo e oxigénio do ar na pilha, obtendo energia elétrica para impulsionar o carro e tendo como subproduto água, que não polui o ambiente. No fundo, é um carro elétrico com a vantagem de o enchimento do tanque de hidrogénio levar o mesmo tempo que o de um depósito de combustível fóssil.

Carros a hidrogénio disponíveis no mercado europeu

Há duas viaturas deste tipo que já começaram a ser vendidas na Europa. A primeira foi o Toyota Mirai, uma berlina que custa na Alemanha 66.000€. Segue-se o Honda Clarity, que ainda não tem preços definidos para o mercado europeu e que nos EUA custa cerca de 55.000€. Ambos têm uma autonomia superior a 500 km, bem acima da oferecida pelos atuais veículos elétricos, um tempo de abastecimento igual à de uma viatura com motor de combustão interna e produzem zero emissões. Será esta então a melhor solução para o futuro do mercado automóvel? As opiniões dividem-se. Os japoneses, com a Toyota e a Honda na dianteira, apostam nesta tecnologia.

Porque não existem mais carros a hidrogénio no mercado?

Hoje em dia, os tanques de hidrogénio líquido dos carros, fabricados em materiais compósitos, são tão seguros como um tanque de gás natural. Porém, outros problemas se levantam: os postos de abastecimento de hidrogénio líquido são muito mais dispendiosos de fabricar do que os de combustíveis fósseis ou de carregamento de baterias dos veículos elétricos, pelo que criar uma rede viável na Europa implica um custo de muitos biliões de euros. Depois, atualmente cerca de 95% de todo o hidrogénio consumido é de origem fóssil - carvão, petróleo ou gás natural - o que acaba por compremeter todos os ganhos ambientais. A todas estas desvantagens, soma-se o facto da sua produção ser dispendiosa. Neste campo, porém, há boas novas, com investigações já em fase adiantada para a produção de hidrogénio barato através de energias renováveis ou a partir de biomassa (por exemplo, caules e cascas de espigas de milho).

Qual a tecnologia que vai imperar no futuro?

Apesar de, a longo prazo, os combustíveis fósseis deixarem de ser usados para locomover viaturas, substituídos por energias renováveis, ainda se irão produzir por algumas décadas veículos com motores de combustão interna mais eficientes e menos poluentes. Uma coisa é certa: no futuro, não haverá um modo de propulsão dominante e monopolizador - veículos a pilha de combustível, elétricos ou ainda usando outras formas de energia irão conviver uns com os outros.

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