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BMW Art Cars: A visão de Alexander Calder

A aposta cada vez mais forte nas equipas de design não deixa margem para dúvidas: a estética é um elemento primordial no mundo automóvel. Conheça a coleção BMW.


Se há algo inacabado no mundo BMW é a sua Art Collection que, quando parece já ter mostrado tudo, surpreende o mundo com mais um modelo a funcionar como suporte para a criatividade artística dos mais ilustres mestres. O ano 2017 fica marcado pela revelação do 18.º Art Car, conceção da artista multimédia chinesa Cao Fei que recorreu à realidade virtual, numa fusão entre o real e o onírico, para transformar de fio a pavio um possante M6 GT3, revelado ao mundo no Circuito de Macau, em novembro último, prova que integra o Mundial de FIA GT. Recorrendo a uma aplicação para smartphone, é possível observar o carro entre fluxos de luz que imprimem velocidade. Este é o 18º (na realidade é a 19.ª obra de arte, mas a obra do sul-africano Robin Rhode, expressa nas marcas desenhadas pelos pneus de um Z4 Roadster, raramente é incluída no rol de peças), mas carrega uma história de mais de quatro décadas.

Tudo começou com Hervé Poulain (n. 1940), piloto francês e mecenas, quando este, no início da década de 70 do século passado, decidiu desafiar o amigo norte-americano Alexander Calder (1898-1976) a transformar um carro de corrida numa peça de arte móvel. Convencer o americano não terá sido difícil: Calder era um entusiasta do género, tendo sido o inventor dos "móbiles" (designados assim por Marcel Duchamp para uma exposição de Calder em Paris). Mas faltava-lhes conquistar o coração de um fabricante. Terá sido o próprio Jean Todt, ex-piloto de rali, atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo e diretor-executivo do quadro de conselheiros da Scuderia Ferrari na Fórmula 1, a dar a dica aos amigos de que "havia uns tipos na BMW um pouco loucos".

BMW ART CAR criado por Alexander Calder

A fama colara-se à marca precisamente pela recente abertura de um museu: o Bowl (Tigela, pela sua forma), paredes-meias com a sede, um gigantesco edifício, formado por quatro cilindros que dão a ilusão de estarem suspensos e que guardam peças impressionantes de arte de todos os géneros e com origem em todo o mundo. Com provas dadas em relação ao seu interesse em estar na vanguarda dos tempos, a marca alemã anuiu à proposta da dupla, mas impôs a regra de ouro: não alterar nada na estrutura do veículo, na altura, em 1975, um 3.0 CSL que acabaria por não chegar ao fim das 24 Horas de Le Mans, com Poulain na equipa corredora, mas que foi o centro das atenções pelas suas cores e ideias de movimento.

Curiosamente, este foi o primeiro Art Car - sem que ainda houvesse intenção de criar uma coleção - e a última obra de Calder que viria a morrer um ano depois, aos 78 anos.

Nascido em Filadélfia em 1898, Alexander Calder começou sua carreira como engenheiro e só depois acabaria por enveredar pela escultura, seguindo os passos da família paterna. Sentindo-se atraído pela arte, mas sem nunca se ter desapegado dos seus conhecimentos mais pragmáticos das tecnologias, desenvolveu uma forma de escultura completamente original: construções enormes, mas leves e flutuantes.

O 3.0 CSL que serviu de tela é, no entanto, uma obra em si. O carro, lançado em 1973, foi o vencedor do Campeonato Europeu de Carros de Turismo desse ano, com Toine Hezemans aos comandos, voltando a repetir o feito várias vezes ao longo da década. A sua importância foi tal para a marca bávara que, em 2015, foi criado um concept de tributo ao carro original, levado ao Concorso d'Eleganza Villa d'Este: o 3.0 CSL Hommage.

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